quarta-feira, 24 de junho de 2009

[ Amarelo dos meus olhos ]

da janela do meu quarto não vejo quase nada além da parede amarela do vizinho. e ali o sol singelamente se reflete tingindo meu quarto apertado de um amarelo mostarda. as vezes me sinto feito tal janela, sem visão para quase nada, apenas para minha imaginação que vai tingindo a parede amarela de minha vida com os tons arduos da saudade. da janela do meu coração posso dizer que vejo tanto, e descubro cada vez mais que não é necesário a imagem concreta pois a mente faz o concreto nascer em nós e entender que não estamos sozinhos.


*-vontade de dançar, de correr na chuva, de abrir os braços para aquela ventania forte e deixar os cabelos voarem [...]


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